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Abril azul: mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA)

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O mês de abril é conhecido como “Abril Azul”, dedicado à conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA), uma condição de desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e as habilidades sociais de uma pessoa. O objetivo dessa campanha é aumentar a conscientização sobre o autismo, diminuir o estigma e incentivar o apoio a indivíduos com autismo e suas famílias.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 160 crianças, uma é diagnosticada com autismo, sendo mais comum em meninos do que em meninas. Embora os sinais do autismo possam ser identificados desde os primeiros meses de vida, o diagnóstico geralmente ocorre entre 2 e 3 anos de idade.

Os sintomas do autismo podem variar de leves a graves e podem afetar a maneira como uma pessoa se comunica, se comporta e se relaciona com os outros. Alguns dos sintomas mais comuns incluem dificuldades de comunicação, comportamentos repetitivos, falta de interesse em brincadeiras sociais e dificuldades de interação social.

Embora o autismo seja um transtorno complexo e ainda não tenha cura, existem muitas opções de tratamento e terapias que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida de pessoas com autismo e suas famílias. As terapias comportamentais, por exemplo, podem ajudar a melhorar as habilidades sociais, a comunicação e a autoestima de indivíduos com autismo.

É importante lembrar que cada indivíduo com autismo é único e pode responder de maneira diferente aos tratamentos. Por isso, é essencial que o diagnóstico seja feito por um profissional capacitado e que o tratamento seja personalizado para as necessidades específicas de cada pessoa.

Além de fornecer apoio a indivíduos com autismo e suas famílias, é importante também trabalhar na conscientização e no combate ao estigma em relação ao autismo. Muitas pessoas ainda têm visões equivocadas sobre o autismo e podem discriminar ou marginalizar pessoas com esse transtorno. É importante lembrar que pessoas com autismo têm muito a contribuir para a sociedade e merecem respeito e inclusão.

Aumento de diagnósticos

Embora o diagnóstico de autismo já exista há muitos anos, é nos últimos tempos que temos visto um aumento significativo na quantidade de diagnósticos realizados.

De acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, a taxa de prevalência do autismo era de 1 em 150 crianças em 2000, enquanto em 2020, a taxa de prevalência era de 1 em 54 crianças. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é de que existam cerca de 2 milhões de pessoas com autismo.

Existem várias hipóteses para explicar o aumento no número de diagnósticos de autismo. Uma delas é a melhora na capacidade dos profissionais de saúde em identificar e diagnosticar o autismo. Nos últimos anos, tem havido uma maior conscientização sobre o autismo, tanto na população em geral quanto entre os profissionais de saúde, o que pode ter levado a um aumento na procura por diagnóstico.

Além disso, também tem sido observado um aumento no número de fatores de risco para o autismo. Entre eles, estão o aumento na idade paterna, o uso de medicamentos durante a gestação e a exposição a poluentes ambientais, como o chumbo e o mercúrio.

É importante lembrar que o aumento no número de diagnósticos de autismo não significa que o autismo seja uma condição mais comum hoje em dia do que no passado. Na verdade, o aumento no número de diagnósticos pode ser um reflexo do maior conhecimento e conscientização sobre o autismo, bem como da melhoria na capacidade de diagnosticá-lo.

Para os médicos, é fundamental estar atualizado sobre as últimas pesquisas e descobertas sobre o autismo, a fim de melhor entender e tratar essa condição. 

O diagnóstico de autismo é feito com base na avaliação clínica, e pode incluir a observação do comportamento da pessoa, bem como entrevistas com seus pais ou cuidadores. Uma vez que o diagnóstico é feito, o tratamento deve ser personalizado para as necessidades específicas da pessoa com autismo.

Possíveis causas

Uma das causas mais estudadas do autismo é a genética. Estudos mostram que certas mutações genéticas podem aumentar o risco de desenvolver autismo. No entanto, ainda não há um único gene responsável pelo autismo. Em vez disso, parece que várias mutações genéticas podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno.

Outra hipótese é que o autismo possa estar relacionado a problemas no desenvolvimento cerebral. Estudos de imagem cerebral mostram que pessoas com autismo têm diferenças na estrutura e na atividade cerebral em comparação com pessoas sem autismo. 

Alguns pesquisadores sugerem que o autismo pode ser causado por um problema no desenvolvimento do cérebro que ocorre durante a gravidez ou nos primeiros anos de vida.

Fatores ambientais também podem desempenhar um papel no desenvolvimento do autismo. 

Outros também sugerem que a dieta pode desempenhar um papel no desenvolvimento do autismo. Estudos mostram que certos nutrientes, como ácidos graxos ômega-3 e vitamina D, podem ajudar a reduzir o risco de autismo. Por outro lado, uma dieta rica em açúcar e gordura pode aumentar o risco de autismo.

A importância da conscientização

Por isso, o mês de abril e a campanha “Abril Azul” são tão importantes. Eles nos lembram que é preciso trabalhar juntos para aumentar a conscientização sobre o autismo, apoiar indivíduos com autismo e suas famílias e combater o estigma. Ao fazer isso, podemos ajudar a construir uma sociedade mais inclusiva e acolhedora para todos.

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É uma organização fundada e dirigida por professores universitários atuantes há mais de 20 anos em cursos de graduação e de pós-graduação em diversas IES dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, período em que construiram sólida vivência no planejamento e coordenação de cursos.

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